As associações Empresarial de Portugal (AEP) e Oceano XXI – Cluster para o Conhecimento e Economia do Mar renovaram o protocolo de cooperação que haviam firmado o ano passado e encontram-se a organizar em conjunto a segunda edição do Fórum do Mar. Trata-se de um evento agregador dos agentes económicos e da comunidade científica nacional relacionados com o mar que decorrerá na Exponor, em Matosinhos, entre 10 e 12 de Maio, com o patrocínio da Presidência da República.
Nos termos do acordo subscrito pelos presidentes das duas instituições – José António Barros, pela AEP, e José Ribau Esteves, pela Oceano XXI –, o formato da iniciativa volta a abranger uma feira de negócios e a organização de uma missão de compradores internacionais interessados na oferta portuguesa nesta área, como em 2011.
Este ano, porém, a grande conferência internacional temática, de um dia, que foi uma das principais âncoras da edição de estreia, dará lugar a várias conferências, apresentações e debates durante os três dias do evento. São aguardadas as participações de empresas, universidades, centros de investigação, agentes institucionais e outras entidades relacionadas com o mar, com cujo contributo os organizadores esperam tornar o Fórum de Mar num espaço de partilha de conhecimentos, realização de negócios e intercâmbio de informação passível de ativar novas redes de colaboração e projetos no âmbito da economia do mar.
Como anotou o presidente da AEP na assinatura do protocolo, o nosso país “não está a tirar todo o partido do mar, mas há que aproveitar as oportunidades que ele nos oferece”. É que, acrescentou, o mar tem importância histórica para Portugal e é o denominador comum de uma cadeia de valor que pode contribuir para o relançamento da nossa economia, das pescas às autoestradas do mar, passando, entre outros sectores, pela logística, náutica de recreio, ciências marinhas, ambiente, construção naval e alimentação. José António Barros recordou que “o nosso país está no centro do mundo e temos de estar atentos às oportunidades que o comércio mundial pode proporcionar” a um país com a localização geoestratégica de Portugal.
O presidente da Oceano XXI corroborou, destacando que “a economia do mar é importante para o país e uma riqueza por explorar”. Nessa lógica, José Ribau Esteves sublinhou, satisfeito, que Portugal está já “a apostar num mar novo, como a biotecnologia”.
No protocolo, as duas associações justificam a reedição do Fórum do Mar pelo espírito de aprofundamento das redes de relação entre os agentes ligados à economia do mar, pelo estímulo à apresentação de produtos e tecnologias com aplicação em meio marinho e pelo aproveitamento de novas oportunidades de negócio e cooperação, incluindo a internacionalização.
O Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar foi reconhecido como estratégia de eficiência coletiva pelo Compete - Programa Operacional Fatores de Competitividade, integrando empresas, centros de I&D, associações empresariais e outras instituições, cabendo a sua gestão à associação Oceano XXI.

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