A sessão de encerramento do projeto Efinerg, realizada esta quinta-feira na Exponor, acabou por funcionar como desafio ao lançamento de um novo projeto que lhe dê sequência, devido ao balanço extremamente positivo feito tanto pelos seus promotores - a AEP - Associação Empresarial de Portugal e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) - como pela autoridade de gestão do Compete (Programa Operacional Fatores de Competitividade/POFC), além dos técnicos envolvidos nos dois anos de trabalho realizado.
“Num momento em que as parcerias público-privadas (PPP) são diabolizadas, temos aqui com o IAPMEI a prova de que elas também podem ter muito bons resultados”, apontou o vice-presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida, sublinhando a importância da eficiência energética enquanto fator de competitividade para as empresas.
“Há PPP tóxicas e há PPP saudáveis”, reforçou o presidente do IAPMEI, Luís Filipe Costa, para quem “nos últimos anos, e sem sobrecarregar o Orçamento de Estado, AEP e IAPMEI têm conseguido concretizar várias PPP saudáveis. E o Efinerg é uma delas!”.
Aliás, também por isso, o gestor do Compete, Franquelim Alves, deu por bem empregue o apoio financeiro concedido ao projeto, “na lógica de incentivar a pró-atividade e as iniciativas conjuntas viradas para a competitividade da economia portuguesa”. O responsável deixou mesmo sugestões para um projeto que dê sequência ao Efinerg, nomeadamente introduzindo componentes de telemetria e outras que permitam obter melhores retratos da eficiência energética (algo que “não se vê”), garantindo a disponibilidade para continuar a apoiar o seu desenvolvimento.
Esta forma de encarar a questão da eficiência energética é tão mais importante quanto “a energia é um dos principais fatores de produção em muitas indústrias e, como tal, apresenta-se como um dos mais relevantes custos”, como referiu o presidente da AEP, José António Barros. Evocando a sua experiência de CEO na empresa cerâmica Cinca e os esforços para maximizar a eficiência energética e reduzir consumos sem reduzir a produção, o líder associativo lembrou ter conseguido reduzir para cerca de 12% a quantidade de combustível necessário para obter a mesma produtividade.
Não obstante, estas questões não são ainda devidamente ponderadas pelas empresas, pelo que se revela agora essencial partilhar e disseminar os resultados do Efinerg de modo a estimular a adoção de melhores práticas energéticas que possam traduzir-se em ganhos de competitividade.
Desde 2010, o projeto promoveu junto das PME as metas do Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE), realizou 15 encontros setoriais por todo o país auscultou cerca de 125 empresas e estudou o paradigma de boas práticas em mais de 10 países. Daí resultou um estudo com recomendações que permitirão adotar novas práticas de gestão energética com reflexos na poupança e na competitividade, constituindo-se assim como um guia estratégico para o futuro, a ser disponibilizado no sítio efinerg.aeportugal.pt.

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