O mundo do mobiliário, do ‘design’ e da decoração está de olhos postos na Exponor, em Matosinhos, com a abertura simultânea das duas maiores feiras nacionais da fileira casa.
Agregar para potenciar sinergias, afirmar a oferta da indústria portuguesa e captar mais visitantes são os objetivos desta aposta reforçada do braço operacional da AEP - Associação Empresarial de Portugal para as feiras e congressos.
Em conjunto, a Export Home – Mobiliário, Iluminação, Têxteis-lar e Artigos de Casa para a Exportação e a Interdecoração – Casa, Hotelaria, Decoração e Brinde abrangem toda a fileira, potenciam a oferta nacional e conseguem atrair mais expositores e visitantes, incluindo algumas dezenas de compradores estrangeiros. Até domingo, são esperados 20 mil profissionais.
Na 25.ª edição, a Export Home tem como novidade o facto de se apresentar pela primeira vez como bienal. Com a realização simultânea da 15.ª Interdecoração, o duplo certame proporciona uma oferta diversificada, com a participação de novas empresas de mobiliário, estofos, iluminação, decoração e brindes. Mais de 10% dos cerca de 150 expositores deste ano são estreias.
Outro fator atrativo é a atribuição do prémio de ‘design’ Export Home 2013, promovido pela Associação Empresarial de Paredes, parceira da AEP na iniciativa.
A decisão do júri será revelada no decorrer do evento, que apresenta ainda mais uma novidade: as magníficas cadeiras - verdadeiras peças de autor - do Art On Chairs International Design Competition. Trata-se de um projeto do Paredes Polo do Design de Mobiliário, que está em exposição durante os quatro dias do certame.
A realização conjunta da Export Home e da Interdecoração confere à centena e meia de expositores uma oportunidade ímpar para contactar parceiros e captar novos clientes, do comerciante nacional a ‘contractors’ internacionais. São, por isso, vários os lançamentos e estreias nacionais de linhas completas e produtos previstos.
Este formato constitui a resposta da AEP às necessidades da indústria nacional, num momento em que as empresas portuguesas de mobiliário e decoração dão mostras da sua resiliência e de uma apreciável capacidade competitiva nos mercados externos.
Representando 1% do PIB nacional, a nossa indústria de mobiliário exporta 60% da sua produção e é das que tem conseguido fazer crescer as vendas ao estrangeiro, mesmo numa conjuntura adversa: em 2010, totalizaram 1.000 milhões de euros, segundo dados da Associação para o Polo de Excelência e Inovação do setor; no ano passado, o crescimento foi de cerca de 6%, de acordo com estimativas não oficiais.
Ainda que debatendo-se com as dificuldades inerentes ao processo de internacionalização e de resposta à competitividade global, o setor português de mobiliário, que emprega cerca de 34 mil pessoas em mais de 2.500 empresas, tem razões para acreditar numa evolução positiva e conta a seu favor com fatores como a reconhecida qualidade de fabrico, o ‘design’, a capacidade de responder “à medida” e uma imagem de marca que se vai impondo além-fronteiras. Pode, por isso, melhorar o 15.º lugar que ocupa na lista de maiores produtores do setor da União Europeia e fazer frente aos principais concorrentes nos segmentos de topo, nomeadamente Alemanha, Reino Unido, Espanha e França.
O mercado comunitário é mesmo o mais importante para a indústria portuguesa de mobiliário, pois corresponde a mais de 106 biliões de euros, seguindo-se os países NAFTA (EUA, Canadá e México, com 90 biliões) e da Ásia (cerca de 60 biliões).
Quanto à produção mundial de mobiliário, está estimada na ordem dos 274 biliões de euros e as previsões apontam para crescimentos apreciáveis nas próximas décadas.
Para mais informações consulte o site da Export Home e da Interdecoração.

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