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Fundação AEP no apoio ao empreendedorismo
No encerramento da II Conferência Internacional “Liderança e empreendedorismo”, o presidente da Fundação AEP confirmou que a instituição está apostada em criar um fundo que responda às necessidades dos empreendedores do nosso tempo, destacando que os investimentos entre os 10 e os 100 mil euros são os que têm menos opções de financiamento. Paulo Nunes de Almeida anunciou também a constituição de uma Bolsa de Mentores que vai colocar gestores seniores a trabalhar com jovens empreendedores.
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A Fundação AEP pondera promover a criação, no próximo ano, de um fundo de apoio ao empreendedorismo que responda às necessidades dos promotores de investimentos entre os 10 e os 100 mil euros. Este é o segmento que um estudo que a instituição encomendou a uma consultora independente identifica como aquele em que há mais empreendedores a queixarem-se de dificuldades no acesso a fontes de financiamento.
Com o fundo, a lançar em parceria com empresas, instituições e operadores financeiros especializados em capital de risco ou com uma cultura de capital semente assumida, a Fundação AEP pretende contribuir para ajustar a oferta à procura. O objetivo é responder às necessidades de empreendedores com projetos viáveis mas que, por qualquer razão, não se encaixam nem no microcrédito nem nos produtos bancários tradicionais para pequenas e médias empresas.
Nas preocupações dos responsáveis da Fundação AEP estão tanto os primeiros projetos de jovens empreendedores como os daqueles que falharam uma vez e querem reempreender.
No encerramento da II Conferência Internacional “Liderança e empreendedorismo”, que a Fundação AEP promoveu a 11 de abril na Exponor, em Matosinhos, o presidente da instituição adiantou que o novo fundo visa “alavancar e facilitar o financiamento de projetos empresariais com potencial de afirmação, maturação, crescimento e internacionalização”.
Com a iniciativa, justificou Paulo Nunes de Almeida, a Fundação AEP pretende “suprir uma lacuna e responder às necessidades” de financiamento, sobretudo de projetos promovidos por jovens e mulheres, que o estudo confirmou serem os grupos de empreendedores que mais obstáculos têm de vencer. Setorialmente, o fundo deverá privilegiar os negócios de base tecnológica e o empreendedorismo social.
Por outro lado, em breve a Fundação AEP terá a funcionar uma “bolsa de mentores”, com a qual pretende rentabilizar “o saber e a experiência de empreendedores seniores” e pô-los a trabalhar “com os novos empreendedores, aconselhando-os e ajudando-os a enfrentar o risco e a viver o sonho de ser empreendedor”, acrescentou Paulo Nunes de Almeida.
A conferência inseriu-se no projeto Apreender, que a Fundação AEP, com o apoio do Compete, está a levar a cabo há quase dois anos para estimular o empreendedorismo. Nela participaram mais de 500 empresários, gestores, consultores, estudantes e docentes universitários e outros profissionais, que puderam partilhar os testemunhos de um mosaico diversificado de líderes e empreendedores. Aprender a ponderar o risco, como pôr em prática uma ideia com potencial e passar do projeto à prática foram alguns dos tópicos do debate que mais prenderam os participantes.
Mais informações no site da Fundação AEP.

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