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Há uma ponte digital para Moçambique
A plataforma colaborativa i-PME, com que se pretende simplificar e baixar os riscos inerentes à internacionalização, conta já com cerca de 300 empresas. Depois de Angola, a AEP está a abrir portas em Moçambique, onde estão referenciadas oportunidades de negócio interessantes para as empresas portuguesas na saúde, água e resíduos. O Brasil virá a seguir.
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Vai-se afirmando a rede colaborativa que a AEP - Associação Empresarial de Portugal está a montar para incrementar o relacionamento empresarial e as trocas comerciais entre os países da lusofonia. Neste momento, fazem parte de uma rede colaborativa para a internacionalização cerca de 300 empresas, a maioria das quais portuguesas. Entre outras facilidades, dispõem de um balcão virtual apto a facultar informação sobre as economias de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique.
Esta é a faceta mais interessante do projeto i-PME, lançado pela AEP há três anos, com o apoio do Compete, e que hoje conta com o envolvimento de outras associações empresariais do mundo lusófono. Incrementar as exportações portuguesas, potenciando o efeito económico bilateral, e melhorar a informação dos nossos decisores empresariais envolvidos em processos de internacionalização orientados para o Brasil, Angola ou Moçambique, para diminuir os fatores de risco, são os principais objetivos. Reciprocamente, as empresas a operar naqueles três países dispõem de informação de proximidade e são apoiadas no mercado português.
No propósito de sedimentar o trabalho interassociações empresariais feito até aqui e recolher informações sobre projetos que Moçambique se prepara para lançar nas áreas da saúde, água (captação, distribuição e tratamento) e gestão de resíduos (urbanos e industriais), uma delegação da AEP estará naquele país africano de língua oficial portuguesa entre 25 de maio e 1 de junho. Terá reuniões na Associação Industrial de Moçambique, em Maputo, e na Associação Comercial da Beira, na segunda cidade do país.
O projeto i-PME arrancou com Angola em 2010, com êxito, mas logo a AEP definiu como metas seguintes Moçambique e o Brasil, cujas economias estarão em foco numa conferência prevista para junho, na Exponor. Na oportunidade, serão apresentados estudos de mercado sobre a realidade económica de cada país e identificadas oportunidades de negócio interessantes para operadores económicos portugueses.
Subjacente ao i-PME está o lema “Aqueles que se atrasam na compreensão atrasam-se no desempenho”. Por isso, a delegação associativa que em maio/junho está nas duas principais cidades moçambicanas fez o levantamento prévio da situação, conhece o terreno e vai com o objetivo de “abrir portas” às PME portuguesas e ficar a conhecer os projetos de empresas moçambicanas interessadas em Portugal.
A informação recolhida será tratada tendo em vista a eficácia no processo de internacionalização e a segurança das decisões, minimizando os riscos e favorecendo a aproximação das empresas portuguesas às organizações internacionais mais relevantes.
A juntar à informação e à deteção de oportunidades de negócio entre agentes económicos do espaço lusófono, a AEP definiu um terceiro pilar fundamental do projeto, que potencia o interesse do i-PME para as empresas. Trata-se da plataforma empresarial colaborativa, disponível na internet através do Site ipme.aeportugal.pt, que tem já cerca de 300 empresas inscritas. Inclui o balcão virtual i-PME, através do qual as empresas acedem a informação de negócios e a ferramentas digitais de apoio à gestão.

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